Arrisco dizer que só quem dá valor a um belo salto é quem ou quem cria. Sabia que uma da técnicas para desenvolver um salto é prototipá-lo em madeira e transferir seu negativo para uma matriz de aço maciço, para então poder ser produzido em larga escala.
Esse da foto é de cair o queixo, na minha cor favorita: mint. Achei no blog Gary Pepper Vintage duma moça linda. É da marca Jennifer Hawkins para Siren Heels.
Como não amar a Havaianas dos Muppets? E o melhor, não precisa se preocupar com numeração, já que essa fofura vai ser vendida do número 33 ao 44, no site da marca.
Até hoje não tinha postado o spring summer feminino desfilado pela Prada em setembro, quase como se eu guardasse o melhor pro final (no sentido de que já está rolando pre-fall 2013 lá fora. my timing is beautiful!). Mas como designer de calçados, sempre (ou quase) sou levada a um universo paralelo dirigido por dona Miuccia. Os sapatos são sempre absurdos e toda vez me pego pensando: como seria se o céu fosse o limite criativo? sim, porque pensar num produto sem limitações de recursos, com o couro que imaginar, a cor que quiser, os materiais que sonhar… deve ser o céu!
Miuccia brincou dessa vez com a feminilidade colocando um ícone oposto: carros americanos da década de 1950, daqueles mais envenenados. A esperteza da coleção é que as cores flamejantes das estampas de carros se mesclam perfeitamente ao vestidos plissados em cores pastel. [Me lembrei da seção de cama infantil das casas de tecidos daqui, acho que dá pra encontra bem fácil uma tricoline com estampinha de carros. pensamento fraco, eu sei!]
Agora o amor-amor da estação foi ver esses inacreditáveis sapatos, literalmente em chamas.
[Sofro bullying (haha) aqui quando gosto de sapatos, que a maioria da população acha orrível (sim assim mesmo com ó). Você pode discordar sim, sempre, mas seja delicado.]
Sou mesmo a louca das camisas. Antes de começar, procurei contá-las no armário: são onze ao todo, sendo 3 delas orgulhosamentes compradas em brechó e 2 herdadas. Camisa de botão para mim é a resposta pra dilemas de vestir, porque com a adição de acessórios leves dá pra controlar a formalidade da peça. E amo camisas especialmente com as mangas dobradas até os cotovelos. Mas sendo bem honesta: com o calor que tem feito esses dias em Fortaleza, queria passar a tesoura nas manguitas delas todas e desfilar como essas moças:
Mas aí entra o dilema: bracinhos gordinhos… deixá-los livres ou non?
Quando soube que o querido amigo Mark Greiner completaria 10 anos de moda, de carreira, de Dragão uma idéia me estalou: fazer seu shoe-line! Mais ou menos como fazem as revistas mostrandos looks mais especiais dos estilistas, só que com sapatos.
Perguntei se poderia, ele topou na hora e me deixou livre para escolher em seu arquivo os sapatos que eu considerasse mais marcantes, mais bonitos, mais artísticos: conceituais ou não.
Imagina esses 10 de trabalho guardados carinhosamente num quarto secreto em seu ateliê: um paraíso para quem ama criação!
A poucos minutos de sua apresentação no Dragão Fashio no Brasil, este post é minha sincera homenagem a esse artista que ama moda e que brindará conosco mais um ano de coleção exuberante.
fotos Anderson Cleyton
Através da exposição FASHION N’ LOVE, a ser lançada hoje, ele dividirá um pouco dessas conquistas num concurso cultural. Participe!
O rosé de salto glitter tem meu coração, na época do desfile em 2007 nós o batizamos de Dietrich, por ter uma áurea quarentinha inspirada na musa Marlene Dietrich.
Não há nada que eu possa acrescentar do que já foi dito sobre a febre de Black Swan, mas esse universo do ballet continua a inspirar a moda e vice-versa. Tenho amigas que começaram a dançar “depois de grande” e é notório como a roupa faz toda diferença e no caso do ballet, as sapatilhas deixam de ser objeto da indumentária para serem extensão do corpo de quem dança.
via threesixtyview
Recentemente assiti o video Poite Shoes – the importance of the perfect fit – do New York City Ballet falando dessa estreita relação das bailarinas com suas sapatilhas de ponta. Pointe Shoes me fez lembrar de duas marcas nacionais, a New Order e a Maria Bonita Extra, que usaram dessa temática em suas coleções de inverno.
A queridinha New Order, caçula do grupo Osklen, vende acessórios, mas faz questão de narrar através das roupas o conceito de seu desfile, mesmo estas não sendo comercializadas. A estilista Mariana Arnizaut juntou duas estéticas aparentemente conflitantes: a delicadeza do ballet e tradicionalismo militar. Como resultado, os melhores elementos de estilos de cada universo decorando calçados, bolsas médias, cantis, mochilões, mensageiros e acessórios menores.
Cetim, tule, sarja musgo, sapatilhas de ponta, vitrilhos, brasões, madeira… tudo em perfeito equilíbrio.
E como a New Order sempre apronta, entram na passarela detalhes e peças pensados “fora da caixinha”: eles criaram uma botinha rasteira que dá pra usar com um salto acoplável de madeira, uma estampa camuflada a partir das silhuetas de bailarinas e uma estampa de cartas que eles recolheram entre os funcionários. Algumas peças mais diferentes carregam a identidade própria da nO e você pode até dizer que não usaria, mas reconheça a inventividade, rs. Me encantou muitíssimo.
sapatos de inverno da Maria Bonita Extra
E nesta semana achei mais ballet na moda: a autraliana Lover® capturou em um curta a essência da nova coleção pelos passos de uma bailarina senior. O título A dance for one, define! O video é lindo de ver (e de ouvir: trilha de Erik Satie) e a vontade que dá é de sair por aí fazendo diagonais, pliés…
Ah, se fosse tão simples como parece. Por aí, quem dança?
O sapato-inspiração de hoje me lembrou a todas as aficcionada em beauté. O par é do italiano Alberto Guardiani e tem o cabedal de verniz, o salto de metal em forma de batom vermelho. Acho que daria até pena de usar,de tão fofo…
Esse ficaria decorando a prateleira ou você sustentava a pose na rua?
À venda na Colette por 315 eurecas! {aham claudine, asseyez-vous}
Em 2009, vi o making of desse video produzido pelo Fashion Air… em 2010, o portal acabou saindo do ar e eu esqueci de procurar. Daí, ontem me deparei com o resultado, que mostra o designer de calçados Christian Louboutin sonhando acordado em seu ateliê em Paris… Como seriam os sapatos de uma apresentação de tap dance.
Realiza comigo: um tênis/oxford lilás de camurça, ilhoses dourados e solado de corda à la espadrille.
Daí azamigas também têm um de cada cor…
E o boy acompanha calçando buck shoes (não de calça cigarrete) … [for the record: foi meu marido que disse o nome desses sapatos masculinos depois de eu pesquisar horrores].
As campanhas da United Colors of Benneton sempre vêm com esse clima airy, uma singeleza comercial que eu curto ainda.